A Ilha das Flores é uma curta metragem feita em 1989 por Jorge Furtado. Eu assisti a ela pela 1a vez a uns 3 anos, e pra ser sincero, apesar de eu ter gostado muito, eu nem mais me lembrava dela, sorte que temos o Murissoka pra nos dar algumas dicas.
A Ilha das Flores é um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo e da péssima distribuição de renda que presenciamos no Brasil – e no mundo -. O telespectador é tratado como um extra-terrestre, como se não soubesse da miséria que se passa no nosso país – e na minha opinião 90% da população que não vivencia essa miséria não se da conta das condições precárias de vida que ainda vigoram por ai -.
Com uma sacada muito legal e humor inteligente, Jorge Furtado nos faz ver o mundo com outros olhos – talvez olhos de quem não está acostumado a assistir a tudo de maneira passiva, mas isso é uma filosofada pra outra hora… -.
Depois de muita pesquisa sobre o tema descobri que a curta em discussão é considerada a obra máxima do neo-ultra-violentismo brasileiro. E depois de mais pesquisa ainda desisti de achar o significado desse termo, se algum leitor estiver disposto a pesquisar o significado eu agradeceria, por que eu mesmo procurei e não achei.
A curta eu tenho poucas críticas, uma delas é a afirmação “Deus não existe” que é feita na versão original da curta – a qual foi censurada e severamente criticada pela afirmação -.
Ficha Técnica:
Produção: Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart
Fotografia: Roberto Henkin e Sérgio Amon
Roteiro: Jorge Furtado
Edição: Giba Assis Brasil
Direção de Arte: Fiapo Barth
Trilha original: Geraldo Flach
Narração: Paulo José
Prêmios:
Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição “No Budget” no Festival de Hamburgo 1991
Desciclopédia diz que: O porco concorreu ao Oscar de melhor ator. Porém, por não ter um polegar opositor, não pôde receber o prêmio, por que seu visto para os E.U.A. fora negado.
Por: Rodrigo







lembrei que tive que esse filme para aula de filosofia na 8a serie. Muito interessante mesmo. Fico feliz por algo bom assim ter sido feito no Brasil pois o cinema brasileiro é um lixo, como raras excessões.